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O homem inventou
o pão na idade da pedra, há 8.000 anos, provavelmente
na região do Rio Nilo, onde seria criado, muitos séculos
depois, o Egito. Ao triturar os grãos de trigo selvagem encontrados
na natureza, misturá-los com água e colocá-los
sobre uma pedra quente, os nossos ancestrais conseguiram criar uma
massa cozida - o pão "primitivo". Com os conhecimentos
da cerâmica, os homens começaram a assar os pães
nos primeiros fornos de barro, e a grande inovação
alimentar começou a se espalhar pelo mundo antigo, adaptada
às condições e culturas de cada região.
Foram os egípcios antigos que provavelmente descobriram os
efeitos da fermentação para tornar o pão leve
e macio.
Na época,
o pão era tão importante que chegava a ser a forma
de pagamento de muitos trabalhadores. Os gregos adicionaram ao pão
egípcio ervas e grãos aromatizantes. Na Roma Antiga,
os pães eram originalmente feitos pelas mulheres em casa.
No período imperial, surgiram as padarias públicas
e os primeiros padeiros de profissão. Era a época
do "pão e circo".
Já durante
a Idade Média, na Europa, os pães perderam a sofisticação
quanto aos tipos e sabores, mas, na Renascença, as inovações
em moagem e variedades de grãos reaparecem na Europa, e as
variedades de pães voltam às mesas do Ocidente.
E a partir do século XVIII a evolução não
para. A Áustria e a Alemanha se tornam grandes produtores
de pães com os primeiros moinhos a vapor. No século
XIX, os moinhos a cilindro permitem produções em larga
escala.
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O pão
é um alimento que se mistura com a história dos homens
e suas vidas. E isso não ocorre por acaso: pois ele é
parte de uma combinação de nutrientes que permite
o desenvolvimento de uma vida saudável. Considerado como
parte do grupo de alimentos "energéticos", situado
na base da pirâmide alimentar, é transformado pelo
corpo humano em glicose, que fornece energia para o funcionamento
do organismo, como a produção do calor corporal e
todas as funções motoras: caminhar, correr, movimentar-se,
etc. Além disso, os energéticos "integrais",
como os pães, a aveia, o arroz não polido, as raízes
que podem ser comidas com casca, são ricos em fibras alimentares,
muito importantes para o pleno funcionamento do intestino e são
auxiliares na prevenção e controle de várias
doenças.
As
fibras alimentares
As fibras são
elementos que formam as membranas, as "cascas" das células
dos vegetais. O trigo é uma das fontes mais ricas em fibras.
A prevenção de doenças como prisão de
ventre, hemorróidas, gastrites, colites e até tumores
do aparelho digestivo está associada ao consumo de alimentos
ricos em fibras. Além disso, as fibras colaboram com o controle
dos níveis de gordura no sangue (colesterol e triglicérides)
e de glicose, prevenindo alterações na curva glicêmica.
As chamadas fibras macias são responsáveis pelo melhor
aproveitamento da glicose e de gorduras no processo digestivo.
Pão
com fibras
O pão,
rico em fibras, está associado a dietas equilibradas e saudáveis
e à prevenção de distúrbios no aparelho
digestivo. Normalmente possuem poucas calorias por 100 gramas, comparado
a outros tipos de pães. O consumo diário de pães
ricos em fibras alimentares colabora com a prevenção
ou correção da constipação intestinal,
prevenção e tratamento da diverticulite, controle
e perda de peso, ajuda a prevenir o câncer de intestino e
é um importante agente na diminuição do colesterol.
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