Amamentar é um ato de amor que traz inúmeros benefícios para a saúde do bebê e da mãe. Descubra abaixo algumas razões para oferecer o leite materno e persistir nesta missão – ainda que muitas vezes ela não seja tão romântica e fácil.

Durante a gravidez, o corpo da mulher se modifica para que ela possa amamentar o bebê desde o seu nascimento. Embora instintiva, esta tarefa pode vir acompanhada de uma série de dificuldades tanto para a mãe como para a criança. É comum, por exemplo, o recém-nascido não conseguir realizar a sucção no começo. Uma vez que a pega esteja incorreta, o seios podem ficar cheios demais de leite, empedrar, causar mastite e até febre alta na mãe. Ao tentar sugar e não conseguir, o bebê pode esticar demais os bicos das mamas que, além de doerem muito, podem rachar e até mesmo sangrar.

Apesar disso, é importante não desistir. Além de hidratar e alimentar, o leite materno funciona como uma vacina natural. É rico vitaminas, proteínas e anticorpos que ajudam a proteger a criança nos primeiros meses de vida contra diarreias, infecções respiratórias, otites e alergias. Ele também diminui o risco de doenças crônicas como hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade. O ato de sugar ajuda, inclusive, o desenvolvimento da face, da dentição, da fala e da respiração. Além disso, evidências científicas também afirmam que este processo contribui para o desenvolvimento do sistema cognitivo e emocional da criança.

Já para a mãe, dar o peito ajuda a reduzir o peso mais rapidamente e o útero a recuperar seu tamanho normal. Amamentar também diminui o risco de hemorragia, anemia, diabetes, câncer de mama e de ovário. Segundo o Ministério da Saúde, o aleitamento também pode ser um método natural para evitar uma nova gravidez nos primeiros 6 meses. Isto só é válido quando a mãe ainda não tenha menstruado e esteja amamentando exclusivamente (a criança não recebe nenhum outro alimento) e em livre demanda (criança recebe o leite materno na hora que quiser e quantas vezes quiser).

O número de mamadas pode variar entre oito a 12 vezes ao dia e sem horários regulares. É importante deixar o bebê mamar até que ele fique satisfeito, esperando que esvazie uma mama para então oferecer a outra, conforme sua necessidade. Isto deve ser feito já que no início da mamada o leite tem mais água e mata a sede. Quando está no final, ele possui mais gordura e sacia a fome do bebê, fazendo com que ganhe mais peso. É importante, portanto, que a mãe comece cada mamada pelo peito em que o bebê mamou por último na mamada anterior.

O leite materno, além de nutritivo e completo, é de mais fácil digestão do que o leite artificial. É recomendado que nos seis primeiros meses de vida o bebê seja alimentado exclusivamente com ele, sem a necessidade de incluir na dieta da criança outros complementos, alimentos e líquidos como sucos, chás e água. Após este período, a amamentação deve ser complementada e pode ser estendida até os dois anos de idade ou mais. Para evitar o desmame precoce, não é recomendado o uso de mamadeiras e chupetas.