Sustentabilidade é um tema que está em pauta atualmente, e muitas vezes pensamos que é necessário atitudes extraordinárias, para ajudar o meio ambiente, o que não é verdade. Pequenos hábitos e ações individuais no dia a dia tem um enorme poder de fazer a diferença! E que tal começar pela cozinha? Esse é um lugar onde é possível ter diversas atitudes para evitar o desperdício de alimentos, economizar água, energia.

Confira a seguir algumas atitudes para ter uma cozinha mais sustentável

PLANEJAMENTO: 

o planejamento adequado evita a compra de excesso de alimentos e que eles estraguem, por isso, antes de ir às compras, faça uma lista com os alimentos necessários e quantidades de acordo com os integrantes da família, confira também que itens você já possui em casa.

ESCOLHA DOS ALIMENTOS:

os alimentos passam por toda uma cadeia de produção que impacta diretamente no meio ambiente, alguns possuem um impacto maior do que outros, e a escolha é um fator importante. Por isso, reduza a compra de alimentos ultra processados, possuem mais impacto, e prefira os alimentos in natura. Prefira alimentos frescos, produzidos em regiões próximas, evitam o uso de combustível do transporte e favorecem a economia local. Opte por alimentos sazonais, pois, respeitam o ciclo natural dos alimentos. 

ARMAZENAMENTO E VALIDADE:

armazene os alimentos corretamente, em um local limpo, arejado e com temperatura e embalagem recomendadas, isso evita que o alimento estrague. Fique atento aos prazos de validade, para utilizar o alimento antes do prazo e evitar que vá parar no lixo. 

CONGELAMENTO:

aumenta o prazo de validade dos alimentos durante muito tempo, até meses, por isso, é uma forma de evitar o desperdício. Uma dica é separar por porções com quantidades geralmente consumidas pela família, porque depois de descongelado o alimento não pode ser congelado novamente. 

REAPROVEITAMENTO DOS ALIMENTOS:

os alimentos que chegam até você, passam por toda uma cadeia produtiva e gastam recursos para serem produzidos, por isso, precisamos ter uma consciência e uma atenção aos recursos na cozinha e começar a consumir melhor os alimentos, aproveitando-os completamente. E como cozinhar e ser sustentável? Aproveite talos de vegetais, que são ricos em nutrientes, para fazer sopas, caldos e patês. Cascas de frutas, como banana, laranja e abacaxi, para fazer doces de compotas. Sementes, como sementes de abóbora, torre para fazer aperitivos. A sobra de leguminosas, como feijão, que sobrou do almoço, pode virar hambúrguer, o pão velho pode se transformar em uma rabanada. A ideia aqui é utilizar a culinária sustentável para aproveitar os alimentos ao máximo, evitando o desperdício. Alguns alimentos que não podem ser consumidos, como casca de ovos, borra de café e até a casca de alguns alimentos podem ser utilizados como adubo para as plantas. 

EMBALAGENS:

muitas embalagens podem permanecem por anos na natureza, causando enormes danos ambientais. Por isso, quando for as compras, de preferência compre produtos à granel e alimentos in natura. Quando não for possível, procure fazer a reciclagem da embalagem.

DESCARTE CORRETO DO ÓLEO:

jogar o óleo de cozinha na pia pode trazer prejuízos ambientais e contaminação da água e solo, por isso, faça o descarte correto. Armazene em um recipiente e procure um local que faça o aproveitamento desse resíduo. 

ECONOMIA DE ÁGUA E ENERGIA:

essas também são práticas sustentáveis na cozinha. Para economizar energia, desligue os aparelhos eletrônicos que não estão sendo utilizados, como forno elétrico e micro-ondas. Para a economia de água, faça um uso consciente, reutilize a água do cozimento de vegetais, sempre que possível, a água usada para lavar as frutas, podem servir para regar as plantas. Quando for lavar a louça, não deixe a água correndo e limite o uso de detergente. Uma dica, é deixar a louça de molho, isso faz com que as sujeiras saiam mais facilmente durante a lavagem. 

Viu só a importância da sustentabilidade na cozinha? E quantas atitudes são possíveis em prol do meio ambiente? Faça a sua parte, o planeta agradece.

Referências:

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