Quando discutimos os hábitos que podem causar a obesidade infantil, lembramos que o planejamento das refeições é essencial para garantir a saúde das crianças. Com horários definidos para o café da manhã, almoço e jantar, os pequenos não exageram nos lanchinhos e você mantém o controle do que foi consumido por eles durante o dia. Para ajudar os pais a criar uma rotina alimentar, a nutricionista Flávia Molina, da consultoria infantil Caçarola, listou alguma dicas. Confira!

1. Acomode seu filho à mesa com toda a família, e sem fatores que possam desviar a atenção, como televisão ou brinquedos. “É bom que a criança observe o exemplo de outras pessoas se alimentando de maneira saudável”, destaca Flávia.

2. Mantenha verduras e legumes no prato, mesmo que a criança os rejeite. O ideal é não obrigar o consumo, nem fazer comentários caso esses alimentos sobrem no fim da refeição. Incentive novamente no próximo cardápio, sem pressões, e assim por diante.

3. Varie a oferta de alimentos, com texturas, cores e cheiros diferentes, para que a criança conheça sempre novos sabores. É importante servir os pratos em uma temperatura agradável, nem muito quente ou fria.

4. Evite atitudes como recompensas, chantagens e brincadeiras com o objetivo de fazer a criança comer. Isso só reforça a ideia de que se alimentar é ruim e que é preciso oferecer algo bom em troca. Fuga também das punições e castigos.

5. Os líquidos devem ser oferecidos após as refeições, com preferência para a água e os sucos naturais. Guloseimas como doces e chocolates não devem ser proibidas, para não estimular ainda mais o interesse das crianças. Incentive a sobremesa em horários específicos e em pequenas quantidades.

Para que os pequenos não se aborreçam com as regras à mesa, Flávia lembra que a disciplina deve ser exigida de acordo com a idade das crianças. “O momento da refeição deve ser calmo e tranquilo, para facilitar o prazer das crianças em se alimentar”.

Quer dividir com a gente suas experiências em criar uma rotina alimentar para o seu filho? Conte para nós nos comentários!

Por Marina Oliveira