A restrição à proteína é genética e pode causar lesões no intestino, infertilidade, osteoporose e até câncer.

 

Cortar o glúten da alimentação para muitos é uma opção de alimentação mais saudável, porém, para outros, não é simplesmente uma questão de escolha. De origem genética e normalmente diagnosticada nos primeiros anos de vida, quando os alimentos são introduzidos de maneira gradativa, a doença crônica consiste em uma reação do sistema imunológico ao excesso da proteína acumulada no intestino.

 

Isso ocorre porque o corpo não produz a enzima responsável por sua absorção, causando sintomas como barriga estufada, gases, ânsia de vômito, diarreia, irritabilidade, perda de peso, lesões na pele e queda de cabelo. A demora no diagnóstico pode evoluir o transtorno e ocasionar anemia, osteoporose, câncer, infertilidade, lesões no intestino e até déficit de crescimento em crianças.

 

A sensibilidade à substância pode também ocorrer durante a fase adulta e varia de acordo com cada indivíduo. Dependendo do grau, um centésimo de um fatia de pão já é suficiente para ocasionar inflamações gastrointestinais. Por esta razão, a lei brasileira obriga que a indústria alimentícia informe no rótulo dos produtos a existência ou não de glúten em sua composição.

 

Incurável, a única maneira de tratar a intolerância é permitindo que a mucosa do intestino se recupere e eliminando alimentos que contenham cereais como trigo, centeio, cevada e malte da dieta. E quem pensa que basta evitar pão, macarrão, pizza e pastel engana-se. O glúten está presente também em molhos industrializados, sopas instantâneas, achocolatados em pó e até mesmo na cerveja.

 

Pensando nestes pacientes, já existem diversas opções disponíveis nas gôndolas dos  mercados e livres da proteína que levam farinha de milho, de arroz e de mandioca, por exemplo. E a Wickbold conta com uma linha de produtos especial sem glúten. 

Por Thamyê Bloes