Espirulina é uma alga unicelular com células grandes, identificada nas rochas sedimentares com 3,5 bilhões de anos e que cresce em águas alcalinas ricas em minerais, como no lago Chade na África e em formações lacustres próximas ao lago Texcoco, no México. Contém clorofila A, carotenoides e pigmentos azuis. Pertence ao grupo das algas verde-azuladas ou cianobactérias.

A espirulina possui alto índice de digestibilidade com uma absorção de 85%, o que significa que seus nutrientes são bem aproveitados pelo organismo. É uma micro-alga excepcional, a mais rica fonte de proteínas do reino vegetal, rica também em clorofila e minerais. Por tudo isso, a espirulina vem sendo usada como suplemento nutricional rico em proteínas (entre 60 e 70%, ótima opção para vegetarianos e veganos), carboidratos (entre 14 e 20%), lipídeos (entre 6 e 7%), minerais (Ca, Mg, Fe, P, K e I), betacaroteno, vitamina E e vitaminas do complexo B.

Além das suas ações como suplemento nutricional, tem efeito supressor do apetite pela concentração elevada de fenilalanina em suas proteínas, que inibe fisiologicamente os centros hipotalâmicos da fome. Ademais, forma um revestimento sobre a mucosa gástrica, proporcionando sensação de plenitude gástrica. É usada como suplemento nutricional em regimes para obesidade, alcoolismo, fadiga, carência de vitaminas e minerais e durante a convalescença de processos patológicos ou cirúrgicos.

A espirulina deve ser consumida de 15 a 30 minutos antes das refeições. Qualquer pessoa pode consumir a espirulina, desde que com orientação e dose indicadas pelo profissional. “Geralmente prescrevo até 500 mg dividido em 2x ao dia pela manhã e tarde. Costumo usar bastante em pacientes que têm muita vontade de comer doce. A fenilalanina inibe um pouco esta vontade, conta a nutróloga Nathali Oliani, da clínica Health Concept.

Lembre-se de sempre buscar ajuda profissional antes de ingerir qualquer substância, inclusive a espirulina. E fique atento à dose máxima diária da espirulina, que é normalmente limitada a 1,6g. No site da Anvisa encontramos as obrigatoriedades que devem ser contidas nos rótulos de espirulina:

  • A recomendação diária de consumo do produto não deve resultar na ingestão de espirulina acima de 1,6 g.
  • Apresentar as especificações do ingrediente, incluindo identificação da espécie da alga e seu local de cultivo.
  • Apresentar laudo de análise, utilizando metodologia reconhecida, do teor dos contaminantes inorgânicos em ppm: mercúrio, chumbo, cádmio e arsênio. Utilizar como referência o Decreto nº. 55871/65, categoria outros alimentos.

Na rotulagem devem constar as seguintes informações:

Consumir preferencialmente sob orientação de médico ou nutricionista

Este produto não é indicado para gestantes, nutrizes e crianças.

O consumo deste produto deve ser acompanhado da ingestão de líquidos.

 

Fontes:
http://portal.anvisa.gov.br/
ALONSO, J., Tratado de Fitofármacos y Nutracêuticos, Ed. Corpus, 2004.
CARVAJAL, Juan Carlos Letelier. Caracterização e modificações químicas da proteína da microalga Spirulina (Spirulina máxima). Universidade Federal da Paraiba. Programa de pós-graduação em ciência e tecnologia de alimentos. João pessoa-PB-2009.
AMBROSI, M.A. et al. Propriedades de saúde de Spirulina spp.