Os grãos são sementes com potencial de se tornar uma planta totalmente nova. O grão quando está inteiro – com germe, endosperma e farelo – apresenta inibidores de crescimento para evitar a germinação em condições de temperatura e umidade inadequadas.

Mas você já deve ter ouvido falar sobre os grãos germinados, não é mesmo? Segundo a American Association of Cereal Chemists (AACC) estes grãos são aqueles que preservam integralmente sua estrutura “original” – com germe, endosperma e farelo – e que não sofram diminuição do valor nutricional e que a germinação não exceda o comprimento do grão.

A prática de germinação já ocorria a cerca de 100 anos atrás, quando os grãos eram colhidos e deixados no campo para serem debulhados. A exposição ao clima e umidade fazia com que o grão começasse a brotar. Porém, como as condições não eram controladas, o grão era encharcado de água e ficavam mais suscetível ao apodrecimento por fungos.

Atualmente a pratica de germinação é feita encharcando as sementes e mantendo-as em um ambiente com qualidade de calor e umidade controlada, podendo ser feita em casa ou em uma indústria de alimentos, o resultado é um grão
com características únicas de cor e sabor e qualidade nutricional diferenciada. A grande vantagem nutricional desse processo é que algumas enzimas são ativadas, e assim, aumenta a disponibilidade nutricional, com destaque para vitaminas A, B e C, antioxidantes, reduz o índice glicêmico e a ativa de compostos bioativos (substâncias
que contribuem para o bom e adequado funcionamento do corpo), os quais exercem ações diferenciadas no corpo em comparação às suas versões não germinadas.

Esse processo pode ser feito com alimentos como: cereais integrais – trigo, centeio, cevada e aveia – e leguminosas – soja, lentilha e ervilha. Os grãos podem ser utilizados em preparações como pães e bolos ou ser consumidos como opções de acompanhamentos.