A Organização Mundial da Saúde recomenda o aleitamento materno até os seis meses de idade, o qual supre as necessidades nutricionais dos bebês. No entanto, depois dessa idade, é preciso complementar a amamentação com alimentos. A introdução alimentar dos bebês deve ser feita de maneira gradual em quantidade e textura, respeitando o crescimento e desenvolvimento de cada criança, além do surgimento dos dentes. As papas devem ser espessas, como purê, até que se chegue ao consumo semelhante às refeições de toda a família, o que ocorre dos 9 aos 11 meses.

Em relação à composição, as papas de frutas servidas nos lanches devem ser feitas somente com frutas, como maçã, banana, mamão e morango, amassadas com o garfo. Já as salgadas devem conter um alimento de cada um dos grupos abaixo:

 

Cereais e tubérculos

Leguminosas

Verduras e legumes

Proteína animal

Exemplo de alimentos Arroz, milho, macarrão, batata, mandioca, inhame e cará. Feijões variados, lentilha, ervilha, grão de bico e soja. Espinafre, brócolis, couve, cenoura, tomate, chuchu, abóbora, beterraba, couve, etc.

Carne bovina, suína, de aves, peixes, vísceras e ovos.

Para o preparo, os ingredientes das papas salgadas podem ser cozidos todos juntos para facilitar. Alguns exemplos de composição são: carne bovina moída, mandioca, abobrinha e couve; peito de frango, mandioquinha, cenoura e acelga ou; peixe, batata, tomate e escarola. Em relação ao tempero das papas, é importante não adicionar sal ou caldos industrializados. Uma opção são a cebola e o alho, além de ervas frescas, como manjericão e salsinha. Já os óleos vegetais, com azeite de oliva e óleo de girassol, devem ser usados em pequenas quantidades na água de cozimento dos alimentos.

As papas não devem ser liquidificadas ou peneiradas, para, assim, manter a quantidade de fibras (essenciais para o funcionamento e saúde do intestino) e de ferro e zinco (minerais primordiais para o crescimento e desenvolvimento) e, ainda, estimular o desenvolvimento oral. Portanto, os alimentos devem ser todos bem cozidos e amassados com um garfo, e as carnes devem ser desfiadas ou picadas.

Além disso, é importante abusar da variedade de alimentos e, consequentemente, de nutrientes. Usando a criatividade, as crianças vão adorar a hora de comer!

Referências bibliográficas

  1. Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de orientação para a alimentação do lactente, do pré-escolar, do escolar, do adolescente e na escola/Sociedade Brasileira de Pediatria. Departamento de Nutrologia, 3ª. ed. Rio de Janeiro, RJ: SBP, 2012.
  2. Brasil, Ministério da Saúde. Dez passos para uma alimentação saudável para crianças brasileiras menores de dois anos. Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.