Nutritivos, leves e saborosos, os peixes podem ser considerados alimentos completos, tanto do ponto de vista de valor nutricional, como da utilização na culinária. No Brasil, diferentes espécies são cultivadas, variando de acordo com as condições geográficas de cada região (peixes de água doce e salgada, por exemplo). De acordo com a Embrapa as espécies mais comuns produzidas no país, por região, são: tambaqui, pirarucu e pirapitinga na região Norte; tilápia e camarão marinho no Nordeste; tambaqui, pacu e pintado no Centro-Oeste; tilápia, pacu e pintado no Sudeste; e carpa, tilápia, jundiá, ostra e mexilhão na região Sul. Cada espécie tem sua característica de sabor, textura, aroma e valor nutricional, o que torna cada peixe único.  De acordo com o Guia alimentar para a população Brasileira, os peixes são classificados como alimentos minimamente processados, ou seja, alimentos que sofreram processamentos mínimos como limpeza, embalagem, resfriamento ou congelamento. Por estarem dentro dessa classificação, o Ministério da Saúde recomenda que, assim como as verduras, frutas, legumes, leites, ovos e grãos, sementes e castanhas (alimentos da mesma classificação), sejam a base da alimentação, por serem ideal para uma alimentação nutricionalmente balanceada, saborosa, culturalmente apropriada e promotora de um sistema alimentar socialmente e ambientalmente sustentável.

Do ponto de vista nutricional, os peixes são ótimas fontes de proteínas de alta qualidade, gorduras boas (gorduras poli-insaturadas) e vitaminas e minerais como vitaminas A e vitamina D e os minerais fósforo e cobre.  As proteínas são nutrientes fundamentais para a formação de todas as estruturas do corpo, desde a construção dos músculos, pele, cabelo, unha e outros tecidos, até a formação de anticorpos (parte do sistema imunológico). As gorduras boas, representadas principalmente pelos ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 (classe de gorduras representadas por ácido docosaexaenoico – DHA e ácido eicosapentaenoico – EPA e presentes principalmente em peixes como sardinha, salmão arenque e atum) são importantes principalmente para prevenção de doenças cardiovasculares. Já a vitamina A participa da manutenção da integridade da visão e do processo de crescimento e desenvolvimento, e a vitamina D contribui com a formação e manutenção de dentes e ossos e da força muscular e equilíbrio. Por fim, o fósforo tem como uma das suas funções participar da formação de ossos e dentes, e o cobre, auxiliar na defesa contra os radicais livres (capacidade antioxidante).

Para ter um adequado funcionamento do organismo, é importante que esses nutrientes, presentes nos peixes, por exemplo, façam parte da alimentação diária. Alguns órgãos de saúde, como a Sociedade Brasileira de Cardiologia, orientam o consumo de pelo menos 2 vezes na semana. E como incluir esse alimento tão rico no dia a dia? As aplicações culinárias são inúmeras! Podem ser utilizados de diversas formas de preparo – assado, grelhado, ensopado ou cozido, além de entrar como ingrediente da receita de pirão, moqueca, podendo ainda ser acrescentados a saladas ou servir como recheio de tortas. Use e abuse da criatividade na cozinha! Com tantos benefícios e possibilidades de utilização na culinária, os peixes podem ser uma ótima opção de consumo dentro de uma alimentação variada, equilibrada e prazerosa.