Pode sim! A pipoca é consumida há mais de dois mil anos, inicialmente pelos povos incas do Peru, e se popularizou após a colonização da América do Sul, quando os europeus experimentaram os mais de 700 tipos de grãos de milho da região. Já os norte-americanos incluíram a pipoca em seu café da manhã com açúcar e leite, originando os primeiros cereais matinais.

Os milhos duros utilizados para fazer pipoca tem uma camada externa rígida, a qual envolve uma camada mais mole, composta de amido e água. Ao ser aquecido, a água do grão se expande, rompe e libera o amido – originando a parte branca e macia da pipoca. Por ser feita de um grão, ela é uma importante fonte de carboidratos, como o arroz, o trigo e a aveia.

Existe uma crença de que a pipoca tem uma composição nutricional inadequada, no entanto, ela é um alimento naturalmente rico em nutrientes, como mostramos abaixo:

Porção: 3 xícaras de chá de pipoca (31g)
22g de carboidratos – principal fonte de energia para o corpo e a mente.
É fonte de fibras e fornece 18% da recomendação diária deste nutriente que auxilia no funcionamento e na saúde do intestino.
Contém 10% das necessidades diárias de magnésio e fósforo, minerais importantes para a saúde dos ossos e geração de energia.

Como todas as preparações, é importante se atentar aos ingredientes que podem deixar a receita com excesso de gorduras e sódio. Assim, é crucial estar atento ao modo de preparo da pipoca, já que ela costuma ser feita com óleo e sal. Uma dica é prepará-la no micro-ondas em um saco de pão: depois de colocar um punhado de grãos de milho dentro, dobre duas vezes e deixe no micro-ondas por 2 minutos – se ainda continuar estourando, deixe por mais tempo. Desta maneira, não há necessidade de óleo para o preparo.

É um alimento que pode ser consumido no dia a dia, em momentos de descontração, com a família e os amigos. Para inovar, é possível temperá-la com especiarias: curry, mostarda, cúrcuma, cominho, pimenta, ervas secas, como orégano e manjericão, canela e cravo, que além do sabor vão dar um aroma especial para os lanches. Outra opção é a pipoca como parte de um doce, pelo seu sabor neutro e a textura diferenciada que pode transformar a sobremesa.

Referências bibliográficas

  1. NEPA- Núcleo de Estudos e Pesquisa em Alimentação. Tabela brasileira de composição de alimentos. TACO. Campinas: UNICAMP. 2011;4.
  2. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Cereais – pipoca para microondas. Feira. Disponível em: http://www.ufrgs.br/alimentus1/feira/prcerea/prcerea.htm